Por Lilia Diniz em 28/7/2010
(retirado do Observatório da Imprensa)
O Observatório da Imprensa veiculado pela TV Brasil na terça-feira (27/7) homenageou Hipólito da Costa, autor do primeiro periódico escrito em língua portuguesa livre de censura, o Correio Braziliense, que circulou no Brasil e em Portugal entre 1808 e 1822. Escolhido Herói da Pátria por força de uma lei sancionada pelo vice-presidente (então no exercício da Presidência) José Alencar, em 5/7, Hipólito teve o nome inscrito no Livro dos Heróis da Pátria. Para celebrar a escolha do patrono da imprensa brasileira para o seleto time de heróis, o programa exibiu o documentário Preto no Branco, dirigida pelo cineasta Silvio Tendler.
O documentário entrevistou estudiosos da vida e da obra de Hipólito da Costa: o jornalista Alberto Dines, a historiadora Isabel Lustosa, o professor e escritor Antônio F. Costella e o diplomata Paulo Roberto de Almeida. Dines sublinhou que Hipólito é o pai da imprensa brasileira e da imprensa livre portuguesa. O jornalista destacou que desde meados do século 19 já havia tipografias instaladas na América espanhola, mas a impressão era proibida no Brasil porque a coroa portuguesa e a Inquisição não permitiam. "A tipografia é, de certa forma, uma filha da religião. Mas ela também é órfã. Ela foi tornada órfã pela religião, porque não pôde se expandir como poderia", explicou.
Em 1747, um dos mais importantes impressores de Lisboa decidiu instalar sua oficina no Rio de Janeiro. Pouco depois de publicar a primeira obra, recebeu um comunicado para desmantelar a oficina e retornar a Portugal. "Um dos grandes mistérios da história da tipografia e da imprensa no Brasil é saber o que Antonio Isidoro da Fonseca, aquele que poderia ter sido o pai da tipografia, veio fazer no Rio de Janeiro em 1747, sessenta anos antes de chegar a Corte e começar realmente a vida intelectual e jornalística no Brasil", disse Dines. Embora aprovado pelo bispo local, o livro então publicado não tinha o aval da Inquisição.
Trezentos anos sem impressão
O Brasil permaneceu sem tipografia até 1808, quando a corte portuguesa transferiu-se para o país ao fugir das invasões napoleônicas. Dines explicou que D. João VI, sabendo que teria de governar Portugal e o Brasil a partir do Rio de Janeiro e precisaria de uma ferramenta para divulgar seus atos, trouxe uma oficina tipográfica junto com o aparato de Estado. Antônio Costella ponderou que a introdução da imprensa no Brasil foi uma questão de circunstância. "D. João tinha que ter aqui o que tinha em Portugal para poder governar e manter a corte em funcionamento. Não foi um gesto de generosidade. D. João trouxe a tipografia, mas trouxe junto a censura e disso nunca se fala", afirmou o escritor.
Em maio de 1808, D. João instalou a primeira oficina tipográfica do país, a Impressão Régia. Logo nos primeiros meses foram impressas diversas obras literárias e científicas. Em setembro daquele ano, saía à luz a Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1822). De caráter oficial, a folha bi-semanal tinha função estratégica para a consolidação do projeto de poder ao fazer a ponte entre a Coroa e os súditos. Publicava atos da burocracia administrativa do reino, notícias da guerra na Europa e sobre o cotidiano da cidade. O jornal oficial tinha caráter estritamente noticioso e não dava espaço a análises e reflexões.
No mesmo ano, do outro lado do Atlântico, Hipólito da Costa lançou o Correio Braziliense. Nascido na Colônia do Sacramento, então território luso-brasileiro, hoje pertencente ao Uruguai, Hipólito formou-se em Leis e Filosofia na Universidade de Coimbra. Em 1798, recebeu do ministro da Fazenda e presidente do Erário português, o Conde de Linhares, uma missão de prospecção econômica. Foi enviado aos Estados Unidos para levantar os recursos naturais e observar os conhecimentos científicos da recém-emancipada nação, onde permaneceu por dois anos. Hoje, a missão poderia ser considerada um ato de "espionagem".
Hipólito na Filadélfia
Durante a estada, Hipólito da Costa anotou uma série de observações que foram publicadas no livro Diário da minha viagem para a Filadélfia. "Ele faz ali uma etnografia dos Estados Unidos naquele momento privilegiado do final do século 18. Você tem o olhar de um brasileiro sobre aquela sociedade. Eu acho que isso diz muito da personalidade dele", disse Isabel Lustosa. Para Dines, a viagem foi importante porque Hipólito pôde ver materializados conceitos como "progresso" em um território tão extenso como o Brasil.
"Ele fica um pouco chocado com os modos rústicos dos americanos, aquela maneira direta de tratar as pessoas sem o menor formalismo, sem qualquer protocolo ou o cerimonial típico da corte em Lisboa. Ele é apresentado ao presidente dos Estados Unidos, que está sentado em uma poltrona suja, com botas cheias de barro, e que depois vai para uma festa, toma ponche, dança com as senhoras. Os Estados Unidos eram uma democracia em formação. Um país talvez tosco ou rústico para um jovem súdito português, acostumado com as monarquias européias, com o protocolo de uma monarquia", explicou Paulo Roberto de Almeida.
A viagem não marcou apenas a vida pública de Hipólito da Costa. Foi em Filadélfia que ele se filiou à maçonaria. Não havia leis que proibissem a maçonaria em Portugal, mas a igreja católica exercia forte pressão contra a organização por considerá-la herética. De volta a Portugal, o jornalista foi preso. Durante dois anos permaneceu incomunicável, submetido a maus tratos e a intermináveis interrogatórios nos cárceres do Santo Ofício. "Sem dúvida, foi por causa da maçonaria que ele acabou preso. Antes, até imediatamente antes, ele era um sujeito que fazia prestação de serviços para o Estado e era amigo do principal ministro, que era o Dom Rodrigo de Souza Coutinho", lembrou Antônio Costella.
As marcas do cárcere
As memórias desse período foram descritas no livro Narrativa da perseguição de Hypolito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça, preso e processado em Lisboa pelo supposto crime de francmaçon, publicado em inglês e em português. "Depois que ele conseguiu escapar de Lisboa e chegar a Londres, a primeira iniciativa de Hipólito da Costa, antes ainda do Correio Braziliense, foi contar o que é a inquisição – porque o público inglês não sabia, não tinha noção. Afinal, era uma monarquia parlamentar", disse Dines. "Trata-se de um documento imenso sobre a defesa da liberdade de imprensa, de credo, do direito a ser maçom, na conversa com o interrogador. É belíssimo", disse Isabel Lustosa. Para a historiadora, Hipólito era um "homem de fibra".
"O Hipólito, como pessoa, talvez tenha se tornado mais amargo, mais desconfiado, com sua estada na prisão. Mas, certamente, conservou todas as suas convicções juvenis e aquelas adquiridas em sua estada americana", avaliou Paulo Roberto de Almeida. Antônio Costella considera a fuga suspeita. "Foi uma escapada meio estranha porque simplesmente esqueceram de fechar a porta e ele foi saindo, abrindo as portas, e foi para a rua. Alguém deve ter ajudado a preparar essa fuga", disse. Em seguida, Hipólito estabeleceu-se na Inglaterra. "Os portugueses não conseguem mais tirá-lo porque ele passa a estar com a proteção da maçonaria inglesa e do Duque de Sussex, que era o chefe dessa maçonaria e de quem ele virou secretário particular", explicou o professor.
Nasce o Correio Braziliense
Hipólito chegou a Londres em 1802. Centro econômico e cultural, a cidade abrigava inúmeros partidários da emancipação das colônias na América. "Ele encontrou em Londres toda a elite sul americana, a vanguarda intelectual e política que estava engajada nas lutas pela emancipação", disse Dines. Na casa do general venezuelano Francisco de Miranda, libertários reuniam-se para traçar estratégias para a independência. "Tornou-se uma espécie de ponto de encontro dos intelectuais exilados, que tinham fugido da América Latina ou estavam exilados em Londres. Ali era a curriola dos libertários. E lá estavam Hipólito da Costa, Bernardo O´Higgins, general San Martín, Bernardino Rivadavia e Simón Bolívar, o homem que realmente materializou a emancipação da América espanhola", disse.
Nesta fase, nasceu a idéia do Correio Braziliense. Para Dines, Hipólito concebeu o jornal como um "emissor de ideias não-censuradas". "Não é um jornal como nós conhecemos hoje. Na realidade, o Correio Braziliense era uma revista. Primeiro, porque saía uma vez por mês e, segundo, o formato era de livro. Ele fazia tudo sozinho, provavelmente um compositor montava os tipos móveis, depois ele revisava", explicou Dines. "O Correio Braziliense tem como subtítulo ‘Armazém Literário’. Armazém, no sentido etimológico original, é uma loja de muitas utilidades, um empório de todos os objetos que você possa necessitar. Não apenas alimentos, mas máquinas, implementos", completou Paulo Roberto.
"O Correio Braziliense era uma imensa redação de um homem só. Imaginemos uma redação hoje com o editor-chefe, o editor-executivo, repórteres, resenhistas, especialistas em Ciência, em Comércio, em Letras. Tudo isso o Hipólito fazia sozinho. Ou seja, ele era uma redação. Ele lia absolutamente de tudo, desde aquelas gazetas oficiais, o Moniteur francês, a gazeta fluminense. Todas as leis ele lia e traduzia para o público leigo. Todos os grandes autores, basicamente da ciência política e da economia política, ele traduziu e adaptou", explicou o diplomata. "Foram 14 anos de livros mensalmente produzidos por um único indivíduo. É uma coisa fantástica", destacou Isabel Lustosa.
sexta-feira, julho 30, 2010
A face do destruidor
Postado por
Marcel
O nome do destruidor é
Destruidor
É o nome do destruidor.
O nome do construtor é
O nome
Do construtor.
A face do construtor.
O que ele constrói.
A obra do construtor.
O destruidor não pode mais destruir
Porque o construtor não constrói.
O construtor não constrói porque
Não pode mais construir.
A face do destruidor.
(Arnaldo Antunes / Paulo Miklos)
Dá pra adiantar o calendário?
Postado por
Marcel
Vou fazer aqui um desabafo. Gosto de política, gosto de discutir política. No início dos anos 2000, fiz a cobertura das sessões da Câmara Municipal de Sorocaba por mais de dois anos e tomei gosto pela coisa. Mas nesta época pré-eleição enche o saco ficar sendo importunado por candidatos e seus devidos assessores a todo momento.
Com as ferramentas virtuais, a encheção aumentou ainda mais. Antigamente, os candidatos chegavam ao nosso conhecimento por meio de placas, santinhos e materiais impressos (jornais, revistas) e pela TV. Atualmente, eles estão em todos os lugares, além desses tradicionais. São blogs, sites, MSN, Orkut, YouTube, Facebook.
Pessoas que jamais olharam no seu rosto se oferecem para ser seu amigo. E o que para mim é o pior: a visão míope e partidária. Ou você é a favor ou é contra. Você não pode aceitar uma posição ou ideia de um candidato e também acreditar em outra obra ou proposta de outro. É uma dicotomia feroz. Ou é ou não é. Ou vermelho ou azul. Ou verde ou amarelo.
Essa insana luta por voto não dá espaço para quem quer ser um pouco azul e um pouco vermelho, um tanto amarelo somado a um pouco verde. Outro ponto que é muito ruim: as visões pré-definidas, marcadas. É aquilo e pronto. Não importa que não seja bem daquele jeito, pois os grupos radicais (sejam de que lado for) irão tentar convencê-lo de que é daquele jeito sim. Como ele pensa e nada mais.
Nas últimas eleições, vi o ambiente dos blogs e da internet agindo com maior isenção e discernimento. Como os políticos ainda não tinham percebido a força do trabalho em rede proporcionado pela internet, foi possível ver blogueiros se articulando para desmascarar esse ou aquele abuso. Nesta eleição, ainda existem os ilhados, mas percebe-se claramente que a política está mais espalhada com sua máquina de moer carne e dominando essas mentes que mantinham certa distância dos núcleos políticos.
Os candidatos deveriam se tocar que essa marcação cerrada cansa o eleitor, que já sabe que terá que votar em alguém nas próximas eleições e, provavelmente, já sabe em quem irá votar. E que essa decisão será tomada por interesse dele e não pela encheção de candidatos e assessores.
O que não dá é ter que aturar candidatos chatos que querem a qualquer custo te convencer de que ele é o melhor. Candidatos, por favor, assim não dá!
Com as ferramentas virtuais, a encheção aumentou ainda mais. Antigamente, os candidatos chegavam ao nosso conhecimento por meio de placas, santinhos e materiais impressos (jornais, revistas) e pela TV. Atualmente, eles estão em todos os lugares, além desses tradicionais. São blogs, sites, MSN, Orkut, YouTube, Facebook.
Pessoas que jamais olharam no seu rosto se oferecem para ser seu amigo. E o que para mim é o pior: a visão míope e partidária. Ou você é a favor ou é contra. Você não pode aceitar uma posição ou ideia de um candidato e também acreditar em outra obra ou proposta de outro. É uma dicotomia feroz. Ou é ou não é. Ou vermelho ou azul. Ou verde ou amarelo.
Essa insana luta por voto não dá espaço para quem quer ser um pouco azul e um pouco vermelho, um tanto amarelo somado a um pouco verde. Outro ponto que é muito ruim: as visões pré-definidas, marcadas. É aquilo e pronto. Não importa que não seja bem daquele jeito, pois os grupos radicais (sejam de que lado for) irão tentar convencê-lo de que é daquele jeito sim. Como ele pensa e nada mais.
Nas últimas eleições, vi o ambiente dos blogs e da internet agindo com maior isenção e discernimento. Como os políticos ainda não tinham percebido a força do trabalho em rede proporcionado pela internet, foi possível ver blogueiros se articulando para desmascarar esse ou aquele abuso. Nesta eleição, ainda existem os ilhados, mas percebe-se claramente que a política está mais espalhada com sua máquina de moer carne e dominando essas mentes que mantinham certa distância dos núcleos políticos.
Os candidatos deveriam se tocar que essa marcação cerrada cansa o eleitor, que já sabe que terá que votar em alguém nas próximas eleições e, provavelmente, já sabe em quem irá votar. E que essa decisão será tomada por interesse dele e não pela encheção de candidatos e assessores.
O que não dá é ter que aturar candidatos chatos que querem a qualquer custo te convencer de que ele é o melhor. Candidatos, por favor, assim não dá!
quinta-feira, julho 29, 2010
Caso Bruno e os direitos individuais
Postado por
Marcel
Por Jorge André Irion Jobim
(publicado no Blog do Nassif)
CASO DO GOLEIRO BRUNO. PRINCÍPIOS VILIPENDIADOS
Tão logo começaram a despontar na grande mídia as noticias a respeito do desaparecimento de uma namorada do goleiro Bruno do Flamengo, independentemente do fato dele ser culpado ou não, eu já fiquei certo de que ele estava inexoravelmente condenado. É o preço que ele irá pagar por ter notoriedade e atrair para si tantas atenções. Fosse ele uma pessoa sem qualquer projeção, e o caso já estaria esquecido como outros tantos com a mesma ou maior dimensão. Frise-se que minha indignação é com alguns princípios universais do direito que são sistematicamente vilipendiados a cada vez que ocorre um acontecimento para o qual a imprensa resolva dirigir sua atenção.
Afinal, como exercer o contraditório e a ampla defesa contra uma mídia sensacionalista que usurpa as competências do Ministério Público para acusar, e a do Poder Judiciário para julgar? Embora a imprensa não admita qualquer limite em relação à sua atividade, o segmento nefasto do qual estou me referindo, acusa sem qualquer limitação, sem obediência a qualquer das prerrogativas que qualquer suspeito ou acusado tem em virtude dos princípios constitucionais. Tudo baseado em meras suspeições ou até mesmo em virtude de boatos ou denúncias anônimas.
Depois o julgamento prévio é feito em programas televisivos de apresentadores ou apresentadoras que nunca passaram perto de uma faculdade de direito, muitos deles que apenas despontaram para a mídia, pelo fato de terem o corpo bonito. Ora senhores, corpo não é cérebro. Beleza não é conhecimento ou sabedoria. Quem tiver estômago para agüentar, basta acompanhar algum destes programas e não esperaremos muito para percebermos as barbaridades que são ditas no transcorrer dos mesmos. Imperam em tais programações, o desrespeito ao nome, à dignidade, à imagem, à privacidade e à vida íntima das pessoas. Tudo isso, apesar do fato de todos estes bens também terem proteção constitucional.
Após tal tipo de imprensa ter atuado inquisitorialmente como acusadora, ter feito a análise das provas, ter proferido seu julgamento, tudo sem o crivo do contraditório e da ampla defesa, ela joga seu veredito para cima da população como se fosse uma decisão em que a verdade impera definitiva. E é evidente que aquela parcela populacional já alienada, imbecilizada por tais programações, sem capacidade de discutir tal "verdade", aceita tudo e passa a reproduzir o pensamento que lhe foi imposto de cima para baixo. A seguir, são criadas as turbas de acusação que vão para as portas dos tribunais gritar por justiça sem sequer saberem o verdadeiro e elevado significado da palavra que vociferam raivosamente.
Cabe aqui a pergunta: afinal, nós estamos procurando justiça ou simplesmente buscando alguém para lhe atribuir culpabilidade ainda que indevidamente, com o simples objetivo de saciar a sede de vingança que é insuflada pela mídia na sociedade?
Jorge André Irion Jobim. Advogado de Santa Maria, RS
(publicado no Blog do Nassif)
CASO DO GOLEIRO BRUNO. PRINCÍPIOS VILIPENDIADOS
Tão logo começaram a despontar na grande mídia as noticias a respeito do desaparecimento de uma namorada do goleiro Bruno do Flamengo, independentemente do fato dele ser culpado ou não, eu já fiquei certo de que ele estava inexoravelmente condenado. É o preço que ele irá pagar por ter notoriedade e atrair para si tantas atenções. Fosse ele uma pessoa sem qualquer projeção, e o caso já estaria esquecido como outros tantos com a mesma ou maior dimensão. Frise-se que minha indignação é com alguns princípios universais do direito que são sistematicamente vilipendiados a cada vez que ocorre um acontecimento para o qual a imprensa resolva dirigir sua atenção.
Afinal, como exercer o contraditório e a ampla defesa contra uma mídia sensacionalista que usurpa as competências do Ministério Público para acusar, e a do Poder Judiciário para julgar? Embora a imprensa não admita qualquer limite em relação à sua atividade, o segmento nefasto do qual estou me referindo, acusa sem qualquer limitação, sem obediência a qualquer das prerrogativas que qualquer suspeito ou acusado tem em virtude dos princípios constitucionais. Tudo baseado em meras suspeições ou até mesmo em virtude de boatos ou denúncias anônimas.
Depois o julgamento prévio é feito em programas televisivos de apresentadores ou apresentadoras que nunca passaram perto de uma faculdade de direito, muitos deles que apenas despontaram para a mídia, pelo fato de terem o corpo bonito. Ora senhores, corpo não é cérebro. Beleza não é conhecimento ou sabedoria. Quem tiver estômago para agüentar, basta acompanhar algum destes programas e não esperaremos muito para percebermos as barbaridades que são ditas no transcorrer dos mesmos. Imperam em tais programações, o desrespeito ao nome, à dignidade, à imagem, à privacidade e à vida íntima das pessoas. Tudo isso, apesar do fato de todos estes bens também terem proteção constitucional.
Após tal tipo de imprensa ter atuado inquisitorialmente como acusadora, ter feito a análise das provas, ter proferido seu julgamento, tudo sem o crivo do contraditório e da ampla defesa, ela joga seu veredito para cima da população como se fosse uma decisão em que a verdade impera definitiva. E é evidente que aquela parcela populacional já alienada, imbecilizada por tais programações, sem capacidade de discutir tal "verdade", aceita tudo e passa a reproduzir o pensamento que lhe foi imposto de cima para baixo. A seguir, são criadas as turbas de acusação que vão para as portas dos tribunais gritar por justiça sem sequer saberem o verdadeiro e elevado significado da palavra que vociferam raivosamente.
Cabe aqui a pergunta: afinal, nós estamos procurando justiça ou simplesmente buscando alguém para lhe atribuir culpabilidade ainda que indevidamente, com o simples objetivo de saciar a sede de vingança que é insuflada pela mídia na sociedade?
Jorge André Irion Jobim. Advogado de Santa Maria, RS
segunda-feira, julho 26, 2010
The Times perde 2/3 dos leitores com cobrança online
Postado por
Marcel
Por Leticia Nunes (edição e tradução) em 20/7/2010
(retirado do Observatório da Imprensa)
O site do jornal britânico The Times perdeu dois terços de seu público após se tornar pago, no início de julho. Segundo dados da empresa Experian Hitwise, que monitora o tráfego na rede, as visitas ao Times Online teriam caído 66% comparadas ao tráfego antes de os leitores terem que se registrar e pagar pelo acesso.
Para poder ler as notícias no site, os leitores devem desembolsar 1 libra por dia ou 2 libras por semana; assinantes do jornal impresso têm acesso direto. Especulava-se que, com a cobrança, o Times Online perderia 90% de seu tráfego. A queda, no entanto, parece ter sido amortecida por uma "oferta de lançamento" – quem se registrasse nos primeiros dias ganhava acesso ao site por um mês pagando apenas 1 libra – e pela Copa do Mundo, quando aumenta a procura por notícias esportivas.
O site do dominical Sunday Times também passou a ser pago. Segundo a News International, subsidiária da News Corporation e dona dos jornais, os tablóides Sun e News of the World também devem enfrentar o processo. O magnata Rupert Murdoch, dono da companhia, é um dos maiores defensores do conteúdo pago na rede e já anunciou que pretende cobrar pelo acesso de todos os sites da empresa. Com informações da Reuters [18/7/10]
(retirado do Observatório da Imprensa)
O site do jornal britânico The Times perdeu dois terços de seu público após se tornar pago, no início de julho. Segundo dados da empresa Experian Hitwise, que monitora o tráfego na rede, as visitas ao Times Online teriam caído 66% comparadas ao tráfego antes de os leitores terem que se registrar e pagar pelo acesso.
Para poder ler as notícias no site, os leitores devem desembolsar 1 libra por dia ou 2 libras por semana; assinantes do jornal impresso têm acesso direto. Especulava-se que, com a cobrança, o Times Online perderia 90% de seu tráfego. A queda, no entanto, parece ter sido amortecida por uma "oferta de lançamento" – quem se registrasse nos primeiros dias ganhava acesso ao site por um mês pagando apenas 1 libra – e pela Copa do Mundo, quando aumenta a procura por notícias esportivas.
O site do dominical Sunday Times também passou a ser pago. Segundo a News International, subsidiária da News Corporation e dona dos jornais, os tablóides Sun e News of the World também devem enfrentar o processo. O magnata Rupert Murdoch, dono da companhia, é um dos maiores defensores do conteúdo pago na rede e já anunciou que pretende cobrar pelo acesso de todos os sites da empresa. Com informações da Reuters [18/7/10]
quinta-feira, julho 22, 2010
Uniso faz Encontro de Pesquisadores em Comunicação
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Marcel
A Universidade de Sorocaba (Uniso) está com as inscrições abertas para o 4º Encontro de Pesquisadores em Comunicação e Cultura. O evento acontece nos dias 28, 29 e 30 de setembro. As inscrições para quem quer participar acontecem até o dia 3 de setembro. O custo para mestrandos e doutorando é de R$ 30. Para mestres e doutores e professores, R$ 50.
Mais informações, clique aqui
Mais informações, clique aqui
UFSJ oferece especialização em mídia para educadores
Postado por
Marcel
A Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) está com as inscrições abertas até esta sexta-feira (dia 23 de julho) para a especialização em Mídia na Educação - Modalidade à Distância. É a oportunidade para professores das redes municipais de ensino na região de Sorocaba. As participaçoes presenciais e provas são feitas no Polo da UFSJ em Votorantim.
O curso é gratuito, tem carga horária de 425 horas/aula, duração de dezoito meses e início previsto para setembro de 2010. São oferecidas 40 vagas para o Polo de Votorantim. O público alvo do curso é formado por: Professores da rede de ensino; Profissionais da educação graduados nas diversas áreas do conhecimento; Profissionais de tecnologia envolvidos na educação. O ingressante deverá obrigatoriamente ser portador de diploma de nível superior. Para mais informações, segue o edital abaixo:
Edital Mid
O curso é gratuito, tem carga horária de 425 horas/aula, duração de dezoito meses e início previsto para setembro de 2010. São oferecidas 40 vagas para o Polo de Votorantim. O público alvo do curso é formado por: Professores da rede de ensino; Profissionais da educação graduados nas diversas áreas do conhecimento; Profissionais de tecnologia envolvidos na educação. O ingressante deverá obrigatoriamente ser portador de diploma de nível superior. Para mais informações, segue o edital abaixo:
Edital Mid
Obras na Dom Aguirre
Postado por
Marcel
As obras da avenida Dom Aguirre em Sorocaba continuam, pelo jeito, a todo vapor. Havia dias que não passava pelo blog das obras da Prefeitura e hoje fui ver o vídeo gravado pela assessoria. As imagens mostram como a paisagem ali já está um pouco diferente de como era. Uma pista bem mais alta em alguns trechos, com a ciclovia no mesmo nível que estava. Como a Prefeitura prometeu a obra para o primeiro dia de agosto, falta pouquíssimo para vermos como ficaram as mudanças. Mas o teste final mesmo, só quando as fortes chuvas chegarem.
O sorocabanos que não moram em Sorocaba podem matar a saudade da terrinha no vídeo abaixo.
O sorocabanos que não moram em Sorocaba podem matar a saudade da terrinha no vídeo abaixo.
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