quinta-feira, setembro 23, 2010

Visita à Igreja de João de Camargo acontece neste sábado


A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Cultura e Lazer, promove neste sábado (25), das 15h às 17h, mais uma edição do projeto Passeios Culturais. A visita neste dia será na Igreja de João de Camargo, na Av. Barão de Tatuí, 1.083, no Vergueiro.

“O projeto é desenvolvido pela Biblioteca Infantil em conjunto com o Museu Histórico Sorocabano. O objetivo é sensibilizar o olhar dos participantes para aspectos ligados à cultura e à história de nosso povo, presentes nos locais visitados”, explica o secretário Anderson Santos.

Segundo José Rubens Incao, um dos coordenadores do passeio, mais do que contar a história, a intenção é despertar a consciência de que o passado, o presente e o futuro coexistem num mesmo espaço. “Estamos vivendo sobre diversas camadas do passado, trabalhando a matéria da qual somos portadores por herança cultural e, com ela, temos a possibilidade de projetar o futuro”, explica.

Um bom exemplo é a figura de João de Camargo. Escravo negro, filho de uma escrava negra, benzedeira, nascido em 1858, em Sarapuí (SP), veio para Sorocaba após a abolição em busca de sustento. Trabalhou para diversas famílias em serviços gerais quando, ao retornar do trabalho numa noite de tempestade em 1906 teve, segundo a tradição, a visão do menino Alfredinho, de Monsenhor João Soares do Amaral, que o orientou a erguer uma igreja e auxiliar as pessoas.

Os interessados em participar deste Passeio Cultural devem ligar para 3231.5723, na Biblioteca Infantil, para fazer a inscrição. O encontro do grupo será em frente à Capela de João de Camargo. Ao final, haverá apresentação da Corporação Musical Francisco Dimas de Mello, cujo patrono, Dimas de Mello, foi um dos maestros da Corporação Musical São Luís, da Igreja de João de Camargo.

João de Camargo 


O modesto ex-escravo assim o fez. Com o auxílio de familiares e de pessoas simples, ergueu a capela que até hoje atrai gente de todo o Brasil e do exterior. Foi perseguido. Sua igreja, por diversas vezes, foi fechada. Ele foi preso e processado, mas resistiu e continuou humildemente o seu trabalho de auxiliar a todos, sem nada cobrar.

João de Camargo
A Igreja teve também uma Corporação Musical, que se apresentava nas festas e cultos. Teve ainda uma Escola Mista anexa, um 'hotel' para abrigar aqueles que vinham de longe e uma caixa postal que superava qualquer outra da região em número de recebimento de correspondência pedindo auxílio. Atualmente, a capela tem em seu interior uma profusão de imagens, fotos, pinturas, símbolos coexistindo harmoniosamente.

João de Camargo morreu em 28 de setembro de 1942 e até hoje a Igreja atrair expressivo número de pessoas, assim como é grande o número de visitantes em túmulo, que fica no Cemitério da Saudade. E com um detalhe: João de Camargo tem seguidores em todo o mundo sem nunca ter recorrido ao poder da mídia que, na época em que ainda era vivo, pouco ou nada foi divulgado sobre ele.

Esse povo, anônimo, humilde, continua frequentando a Capela de João de Camargo, a buscar alento, a fazer suas devoções, a agradecer pelo que recebeu. E esse número de pessoas só tem aumentado. Não é apenas um saudosismo daqueles que o conheceram em vida: é tradição! É fé!

“Podemos acreditar ou não em suas obras, podemos concordar ou não com sua Igreja, mas um sentimento é comum a todos em relação a João de Camargo: respeito pelo que ele foi, por sua dedicação, por sua vida. E esse sentimento já basta para a sua projeção e permanência no futuro”, conclui José Rubens.

terça-feira, setembro 21, 2010

O rato que morreu no show do Ratos

Cartum feito por Edra - "Rato Mattias"
Neste domingo, presenciei uma história, no mínimo, curiosa. Isso pra não dizer maluca. Fui assistir ao show da banda Ratos de Porão no bar Asteróide, aqui em Sorocaba. Não sou fã de carteirinha dos caras, mas sempre curti uma música e outra.

Enquanto estava na fila, à espera que o portão da casa se abrisse, um grupo punk - uns seis ou sete - conversava e bebia na minha frente. Um deles se vestia com um sobretudo marrom com capuz bastante puído. De repente, surge um rato do capuz do cara. Juro, não é mentira.

Não, não era um ramister, muito menos um rato branco desses comprados em pet shop. Era um rato marrom, desses que causam gritos e histeria na mulherada e habitam o submundo dos esgotos nas metrópoles. Pelo que deu para perceber, o bicho vivia ali no capuz. E, ainda conforme minhas observações, ele se dava muito bem, pois passeava com muita segurança.

Então começam as partes sórdidas dessa história. Com um pedaço de pão na mão, o punk passou a alimentar o rato, que se equilibrava em seu ombro. Detalhe: o cara dava o pão pro rato e dava umas mordidas logo depois. heheheheh até agora desacredito E,eu e uns amigos, ali, fazendo piada e falando do risco do cara pegar doenças.

Outro punk chegou a oferecer a lata de cerveja pro rato, que tinha o corpo do tamanho de uma caneta Bic e o rabo ainda maior. Comida vai, bebida vem, o rato ficou circulando entre o capuz do punk, os ombros dos demais punks ali e passou de mão em mão com as garotas. Uma delas teve um "que" histérico por conta do mickey ali.

Bom, os portões do Asteróide foram abertos e o rato foi levado para dentro, onde rolaria o show de seus parentes famosos. Fomos uns dos primeiros a entrar. Como ainda era cedo, o DJ tocou diversas músicas para segurar a galera, vários punk-rock e, vez ou outra, um som mais pesado. E o grupo de punks, concentrado no meio da pista, ficou dançando em círculo e dando porradas um nos outros. Coisa normal.

De repente, olho pro punk de sobretudo e o flagro limpando as lágrimas do rosto. Antes mesmo que minha pálpebra se fechasse, baixei os olhos e vi nas mãos dele o rato com as patas viradas para cima. Fechei os olhos, como desacreditando. Os abri novamente. Era isso mesmo. O Mickey estava morto. Não acreditei. Comecei a mostrar a cena para os meus amigos que, logo, transformaram na piada: o rato é que tinha morrido por não aguentar a sujeira do cara.

O punk - em meio aos abraços de consolo pela morte de seu amigo - foi até um tambor de lixo e jogou o rato. Outros vieram e pegaram-no, olhavam e o jogaram de novo. Não me contive e fui conversar com o cara sobre o ocorrido. Ele me contou que durante a "dança", o rato escorregou de suas mãos e caiu no meio da muvuca e o rato foi pisoteado pelos punks. Triste não?! Imagine o desespero do Mickey sendo pisoteado por aquele monte de coturno!

Disse ainda que o rato era novo. "Um filhote", segundo ele. E que tinha o bicho há quatro meses. Fiz cara de tristeza em respeito à morte do amiguinho dele. Mas, internamente, eu não acreditada naquilo tudo.

Então, um colega avisou a turma do Asteróide sobre a presença do bichano no lixo (a cara da moça do bar foi impagável). Quando eles tiraram o lixo, porém, não o encontraram. Detalhe: a menina punk que tinha feito toda cena de histeria lá fora, já tinha retirado o corpo do Mickey e estava com o bicho morto no bolso da jaqueta e dançava no meio do salão. Como eu sei? Porque só o rabo do rato ficava pra fora do bolso, enquanto eles dançavam ali...

Vai entender. Até agora, nem eu entendi. Só sei que essa história maluca não vai ser esquecida nunca mais. O punk perdeu o amigo, a menina punk perdeu o medo e, para mim, aquele foi o dia em que o rato morreu no show do Ratos.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Cientista quer revolucionar tratamento de diabetes com pâncreas artificial

Uma cientista britânica desenvolveu um pâncreas artificial que pode
revolucionar o tratamento do diabetes, já que permitiria acabar com as
injeções diárias que os diabéticos precisam para controlar os níveis
de glicose.

O pâncreas artificial, que ainda sendo está submetido a exames
pré-clínicos, foi criado pela professora Joan Taylor, da Universidade
de Montfort, em Leicester (Inglaterra).

A insulina produzida por pessoas com diabetes não consegue regular os
níveis de açúcar, o que provoca sérias complicações para o organismo.
Algumas pessoas que têm a doença sequer produzem o hormônio.

O órgão artificial, segundo informação do jornal britânico "The
Times", tem uma carcaça de metal que é mantida em seu lugar por uma
barreira de gel, e responde aos níveis de açúcar no sangue, já que
gera insulina quando é necessário.

O órgão poderia ser implantado entre a última costela e o quadril e
recheado de insulina a cada poucas semanas.

"Acredito que podia utilizar certa proteína (que não especifica) para
criar um gel que pudesse reagir à glicose. Quando é exposto aos
fluidos do corpo ao redor dos órgãos internos, o gel reage de acordo
com a quantidade de glicose presente", explicou a cientista.

"Os altos níveis fazem com que o gel se abrande e libere insulina na
corrente sangüínea", acrescentou.

Segundo o "The Times", se os testes forem bem-sucedidos, o pâncreas
artificial seria uma solução simples e barata para os diabéticos.

A cientista disse que o órgão não tem pilhas e não seria visível na
superfície da pele. Taylor e sua equipe de colaboradores acreditam que
vão passar com sucesso pelos testes clínicos nos próximos anos e, caso
tenha bons resultados, o órgão artificial estaria disponível dentro de
entre cinco e dez anos.

sábado, setembro 18, 2010

O jornalismo "preguiçoso"

Por Carlos Castilho no Observatório da Imprensa

Participei do programa do Observatório na TV, na terça-feira (14/9), e, enquanto debatíamos o tema Jornalismo sem Jornalistas, o telespectador Valtencir, do Pará, perguntou se os profissionais não estavam ficando mais preguiçosos em matéria de produção de informações.

A pergunta, aparentemente, estava apoiada na percepção de que a avalancha informativa provocada pela internet tornou muito mais fácil o acesso às notícias, o que estaria provocando uma burocratização da reportagem e o fato de ninguémgastar mais sola de sapato para investigar denúncias ou fatos novos.

A observação do telespectador paraense é importante porque ela nos leva a dois fenômenos que precisam ser mais discutidos. O primeiro é o de que os repórteres não saem mais às ruas, não "gastam mais solas de sapato". E o segundo é a mudança de ênfases na produção de informações jornalísticas.

É fato que há proporcionalmente muito menos jornalistas nas ruas do que antes da era da internet. As razões são o enxugamento das redações pelos cortes orçamentários realizados pelas indústrias da comunicação e a presença cada vez maior dos informantes autônomos ou cidadãos que praticam atos jornalísticos, sem no entanto serem profissionais da notícia.

sexta-feira, setembro 17, 2010

A ameaça do neo-obscurantismo à ciência

Por Assessoria de Imprensa da SBPC

Pesquisadores debatem na Reunião Regional da SBPC no Recôncavo da Bahia as facetas do movimento que se vale da estrutura de poder para fazer frente à razão

Em junho de 2008, cerca de 100 pessoas ligadas à Via Campesina invadiram e destruíram a Estação Experimental de Cana-de-Açúcar, de Carpina, a cerca de 60 quilômetros do Recife (PE). Vinculada à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a Estação era usada para pesquisas de melhoramento genético da cana-de-açúcar. Sua destruição, feita como um ato de repúdio à monocultura da cana-de-açúcar no estado, interrompeu várias pesquisas em nível de mestrado e doutorado.

O caso foi citado como um dos exemplos das facetas do neo-obscurantismo. O assunto foi discutido em uma mesa-redonda durante a Reunião Regional da SBPC no Recôncavo da Bahia, que termina nesta sexta-feira em Cruz das Almas (BA).

quinta-feira, setembro 16, 2010

HC abre vagas para tratamento da doença dos 'ossos de vidro'

USP Online

O Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) está com seu ambulatório aberto para tratar novos casos de osteogênese imperfeita, também conhecida como "ossos de vidro".

A osteogênese imperfeita é uma doença rara e hereditária. Mesmo sem ter cura, a doença, quando bem tratada, permite ao portador levar uma vida sem privações importantes.

O Ambulatório de Osteogênese Imperfeita do HC está recebendo pacientes entre 3 e 17 anos, de ambos os sexos. O portador de osteogênese imperfeita (ou seu representante legal) deve comparecer ao Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC, de segunda à sexta-feira, das 7 às 16 horas, para agendar a consulta, munido de documentos pessoais e encaminhamento médico com diagnóstico.

Com informações da Assessoria de Comunicação do HC

Mais informações: (11) 3069-6943

quarta-feira, setembro 15, 2010

Nada como estar por cima

Retirado do portal Terra, 
com informações da OurAmazingPlanet Staff

A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira uma imagem do olho do furacão Igor, que atualmente avança pelo Atlântico como uma tempestade de categoria 4. O furacão Igor, fotografado e rastreado pela Estação Espacial Internacional (ISS), recebeu a alcunha de "furacão monstruoso" em um comunicado da Nasa.

Igor é tão grande que a distância entre as duas extremidades da tempestade é a mesma que de Boston a Richmond, o que equivale a 885 km ou 10 horas de viagem.

Astronautas a bordo da ISS ficaram tão impressionados com a imensidão do furacão que o apelidaram de "Igor, o Terrível".

Os ventos do furacão diminuíram levemente, alcançando a velocidade máxima de 233 km/h, mas ele continua sendo considerado uma tempestade de categoria 4. Embora seu trajeto previsto seja relativamente incerto, ele pode atingir diretamente as Bermudas nos próximos três ou quatro dias.

Mesmo que ele não atinja diretamente o arquipélago, o furacão Igor é tão grande que o National Hurricane Center, órgão americano especializado em tornados e furacões, observou que as Bermudas podem ser castigadas por ventos da força de um furacão ou de uma tempestade tropical. Os ventos com força de furacão se estendem a até 72 km do centro da tempestade, enquanto os ventos com força de tempestade tropical se estendem a até 362 km do centro da tempestade.

Igor é acompanhado pelo furacão Julia, também um furacão de categoria 4, no Atlântico, e pela tempestade tropical Karl no Golfo do México, que chegou à península de Yucatan no México na manhã desta quarta-feira. Não se espera que o furacão Julia seja uma ameaça para a terra, mas Karl deverá mover-se sobre a península de Yucatán e voltar ao Golfo do México antes de atingir a costa continental do México.

Linguagem corporativa 2.0


Por Rodrigo Capella no Observatório da Imprensa

A revista Mundo Corporativo, edição 29, trouxe um levantamento interessante sobre a social media. De acordo com o estudo "Mídias Sociais nas empresas – O relacionamento online com o mercado", 70% das empresas brasileiras consultadas já utilizam e monitoram as mídias sociais.

Trata-se de um dado muito positivo, levando-se em conta que a pesquisa não foi realizada apenas com empresas de "raízes tecnológicas" – aquelas provedoras de produtos e soluções de TI –, mas também com companhias do setor de serviços, varejo, bens de consumo e transporte.

Outro ponto a ser destacado – e muito perigoso – é que 35% das 302 empresas pesquisadas utilizam a social media porque essas ferramentas online estão em evidência. Neste contexto, uma pergunta surge naturalmente: o que farão depois? Abandonar totalmente o que foi criado, ignorando possíveis diálogos com os consumidores? Ou preencher, futuramente, os espaços virtuais com conteúdos irrelevantes só para não "fechar as contas"?

Definição de modelos e manuais

Em um projeto de social media, o planejamento é tão (ou mais importante) do que a própria ação em si. Conhecer, então, a fundo as ferramentas necessárias e potencializá-las são tarefas básicas para uma ação eficaz no ambiente 2.0. Afinal, somente desta forma é possível interagir com os consumidores, fornecendo informações adequadas e encantando-os.

Mais adiante, o estudo, desenvolvido pela Deloitte, perguntou qual área administra as ações de social media. Somente 6% das empresas disseram que é o Departamento de Comunicação, o que revela uma aparente despreocupação das empresas entrevistadas com a estrutura dos textos divulgados em ambientes digitais.

De maneira geral, os dados apresentados no estudo corroboram que as empresas ainda estão se estruturando para atuar no mundo 2.0. Neste momento, então, casesde sucesso têm muito valor e tendem, aos poucos, influenciar toda uma cadeia, definindo modelos, manuais e até mesmo uma nova linguagem corporativa.